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Das paisagens, dos lugares inventados, descritos e depois imaginados por leitores da ficção científica, às extravagâncias da direção de arte e aos infortúnios das células cancerígenas, Fernanda Galvão constrói seu trabalho. Com atenção às viscosidades, cores e histórias daquilo que a cerca, inventa e reinventa os lugares que gostaria de habitar.

Sua prática pictórica apresenta um glossário de formas, gestos e procedimentos da pintura que são combinadas de distintas formas e que apresentam atmosferas específicas e densas. Ora terrosas e quentes. Ora aquosas e frias. Sobretudo ambíguas, em termos da relação de escala entre o que se vê pintado e o que se experimenta fora do “quadro”, se é que existe essa distinção, pois seriam suas pinturas representações de lugares ou seriam elas esses próprios lugares? Ou, ainda, poderíamos nós habitar esses lugares ou são eles que habitam o nosso espaço? "Mata II" e "Travessia" mostram recortes, partes desses locais, e o que podemos apreender ao olhá-los é que a sua coerência e as suas regras não equivalem às nossas.

Essa relação no vídeo "Gota" aparece é também da ordem da manipulação. Aos registros de situações com as quais espontaneamente se deparou, a artista combina registros de situações que forjou. Pela junção das construções e edições com os documentos de relações da natureza, a artista atrapalha a compreensão sobre o natural e artificial, mas apenas o suficiente para que duvidemos da própria naturalidade da natureza.

Texto retirado da exposição "Ópera Citoplsmática" no MON com curadoria de Luana Fortes e Diego Mauro.

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